segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Candidada errou seu próprio número durante campanha

 A candidata Edilamar Quintão (RO) fez campanha para número inexistente, e a forma que ela descobriu seu erro é ainda mais inusitada.



 Em Guajará-Mirim (Rondônia), uma candidata ao cargo de vereadora descobre na urna que o número divulgado em sua campanha era inexistente.

 A candidata Edilamar Quintão pelo partido PTN (Partido Nacional Trabalhista) descobriu apenas hoje, na hora da votação, que o número divulgado em seu "santinho" não era o mesmo registrado do órgão oficial (TRE).

 De acordo com Edilamar, a campanha de sua candidatura foi feita durante 45 dias com o número19.159, porém, quando foi votar em si mesma apareceu na urna "candidato inexistente". Após o susto, ela chamou o presidente da seção que conferiu o número e disse então que o correto seria19.789.

 O chefe do cartório do município, Diogo Anderson Lopes, afirmou que a candidata a vereadora foi registrada com o número 19.789. Para complicar ainda mais sua situação, havia a assinatura de Edilamar no documento oficial de registro, constatando que a mesma tinha ciência de seu número correto.

Diogo afirmou ainda que todo este transtorno pode ter ocorrido devido a um erro da gráfica, que teria feito a campanha ou até mesmo da própria coligação. Sendo assim, a candidata será prejudicada nas eleições, pois o número divulgado é inexistente e os eleitores não conseguiram registrar o voto para Edilamar. Seus eleitores terão o voto anulado, caso confirme seu voto.

 A candidata já registrou um Boletim de Ocorrência, e pretende procurar ajuda de um advogado para o acontecido. Porém, de acordo com Juiz eleitoral Paulo José do Nascimento, a candidata não terá embasamento para recorrer. Tendo em vista que o erro não partiu do TRE e tudo foi feito dentro de todas as normas legais, infelizmente, a candidata não pôse receber sequer seu próprio voto. Foram 45 dias de campanha em vão, graças a um descuido.

 Em uma entrevista, a candidata desabafou dizendo que está se sentindo prejudicada, pois agora não há mais tempo para reparar o erro. Disse ainda, que mesmo se a quantidade de eleitores que a escolhessem fosse suficiente, ela não seria eleita, e ainda será motivo de chacota na cidade.