A
candidata Edilamar Quintão (RO) fez campanha para número
inexistente, e a forma que ela descobriu seu erro é ainda mais
inusitada.
Em
Guajará-Mirim (Rondônia), uma candidata ao cargo de vereadora
descobre na urna que o número divulgado em sua campanha era
inexistente.
A
candidata Edilamar Quintão pelo partido PTN (Partido Nacional
Trabalhista) descobriu apenas hoje, na hora da votação, que o
número divulgado em seu "santinho" não era o mesmo
registrado do órgão oficial (TRE).
De
acordo com Edilamar, a campanha de sua candidatura foi feita durante
45 dias com o número19.159,
porém, quando foi votar em si mesma apareceu na urna "candidato
inexistente". Após o susto, ela chamou o presidente da seção
que conferiu o número e disse então que o correto seria19.789.
O
chefe do cartório do município, Diogo Anderson Lopes, afirmou que a
candidata a vereadora foi registrada com o número 19.789. Para
complicar ainda mais sua situação, havia a assinatura de Edilamar
no documento oficial de registro, constatando que a mesma tinha
ciência de seu número correto.
Diogo
afirmou ainda que todo este transtorno pode ter ocorrido devido a um
erro da gráfica, que teria feito a campanha ou até mesmo da própria
coligação. Sendo assim, a candidata será prejudicada nas eleições,
pois o número divulgado é inexistente e os eleitores não
conseguiram registrar o voto para Edilamar. Seus eleitores terão o
voto anulado, caso confirme seu voto.
A
candidata já registrou um Boletim de Ocorrência, e pretende
procurar ajuda de um advogado para o acontecido. Porém, de acordo
com Juiz eleitoral Paulo José do Nascimento, a candidata não terá
embasamento para recorrer. Tendo em vista que o erro não partiu do
TRE e tudo foi feito dentro de todas as normas legais, infelizmente,
a candidata não pôse receber sequer seu próprio voto. Foram 45
dias de campanha em vão, graças a um descuido.
Em
uma entrevista, a candidata desabafou dizendo que está se sentindo
prejudicada, pois agora não há mais tempo para reparar o erro.
Disse ainda, que mesmo se a quantidade de eleitores que a escolhessem
fosse suficiente, ela não seria eleita, e ainda será motivo de
chacota na cidade.
