A
família de Luis Antonio Maciel o enterrou com proteção policial,
na manhã desta quinta-feira (7). O apoio das policias Militar e
Civil foi solicitado por medo, já que Luis
foi executado durante o velório do irmão Francisco
Assis Maciel da Cunha, de 55 anos, que acontecia durante a manhã
dessa quarta-feira, na Pax Primavera, no Centro de Ponta Porã.
De
acordo com o delegado Jarley Inácio, responsável na investigação,
devido a pedido da família, ontem o velório ocorreu sob apoio de
policiais e hoje o cortejo e enterro também foram acompanhados por
servidores da segurança pública. “Estão muito assustados e
pediram o nosso auxílio”, pontuou.
Sobre
o assassinato de Luis, o delegado acredita que esteja relacionado a
acerto de contas antigo. “Ele estava em liberdade condicional por
ter sido condenado a tráfico de drogas. Segundo a família, desde
que saiu da prisão, ele não teve mais envolvimento com o crime e
tinha uma empresa em Caracol. Suspeitamos que o motivo possa ter a
ver com inimizades dele no passado”, declarou.
Ainda
de acordo com a autoridade policial, Luis morava em Campo Grande e
estava na cidade de Ponta Porã para o enterro do irmão. Não está
descartado que o mentor tenha encomendado que a morte de
Luis ocorresse na cidade que fica na fronteira com o
Paraguai por causa da facilidade na fuga. Luis foi executado a
tiros, na frente da funerária, por dois homens que ocupavam moto e
fugiram para o país vizinho.