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Cápsulas
de fosfoetanolamina: início dos estudos com a substância está
previsto para abril(VEJA.com/Reprodução)
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O
Senado aprovou na noite desta terça-feira o projeto de lei que
autoriza pacientes oncológicos a usarem a fosfoetanolamina
sintética, substância conhecida como pílula do câncer. Segundo
texto daAgência
Senado,
"o projeto autoriza produção, importação, prescrição,
posse ou uso da substância independentemente de registro sanitário,
em caráter excepcional, enquanto estiverem em curso estudos clínicos
acerca do produto". O projeto agora segue para sanção da
presidente Dilma Rousseff.
Com
a decisão, suas excelências atropelaram as normas da ciência. A
substância não possui registro da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e seu uso tampouco foi testado em humanos. Os
autores do texto que passou para a Câmara no início do mês
chegaram a contemplar a ausência do aval científico para a
liberação da droga. De acordo com o artigo 2º do projeto de lei,
"poderão fazer uso da fosfoetanolamina sintética, por livre
escolha, pacientes diagnosticados com neoplasia maligna, desde que
observados os seguintes condicionantes: laudo médico que comprove o
diagnóstico e assinatura de termo de consentimento e
responsabilidade pelo paciente ou seu representante legal".
Em
tese, a fosfoetanolamina interfere no ciclo celular, bloqueando a
proliferação irregular das células, um dos mecanismos associados
ao câncer. A substância, criada pelo professor aposentado Gilberto
Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo
(USP) São Carlos, é distribuída há mais de 20 anos sem o registro
da Anvisa.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
