Dez
meses depois de ter protagonizado acidente aéreo com repercussão
nacional e que por pouco não terminou em tragédia, o piloto
campo-grandense Osmar Frattini revelou em entrevista a programa da
Rede Record, neste domingo (6), que passa por dificuldades
financeiras e que até hoje não conseguiu voltar ao trabalho.
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| Acidente aconteceu no dia 24 de maio do ano passado - Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado/Arquivo |
Osmar
era piloto de um taxi aéreo que levava os apresentadores Luciano
Huck, Angélica, os três filhos e duas babás do Pantanal até Campo
Grande, no dia 24 de maio do ano passado.
Depois
de problemas mecânicos na aeronave, que fizeram com que o motor
esquerdo parasse completamente e comprometesse o direito, o piloto
tomou a decisão de fazer um pouso de emergência em fazenda
localizada a 20 quilômetros de Campo Grande.
Apesar
do susto e de alguns estragos no avião, nenhum dos ocupantes teve
grave ferimentos. Angélica foi a única a precisar ser acompanhada
por mais tempo por equipe médica porque teve uma pequena fratura em
umas das vértebras.
Na
época do acidente, Osmar foi suspenso pela Agência Nacional de
Aviação Civil (ANAC), o procedimento é padrão em qualquer
acidente. O piloto, então, recebeu doações de amigos e depois de
algumas semanas começou os procedimentos para voltar a voar.
Ele
passou por processo de reciclagem, que contou com exames médicos e
psicólogos. Tudo foi feito e Osmar aprovado. No entanto, a empresa
MS Taxi Aéreo o suspendeu do trabalho e até hoje, dez meses depois
do acidente, ele não pôde voltar ao emprego.
DEPOIMENTO
Desde
que sofreu o acidente, Osmar pouco falou com a imprensa. No entanto,
neste domingo foi veiculada entrevista dada por ele ao programa
Domingo Show, da Rede Record. O piloto relembrou todos os fatos do
dia do acidente e demonstrou revolta em não poder voar novamente.
“Me sinto como um pássaro sem asa”, disse.
| À esquerda, o piloto no dia do acidente (Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado) |
Apesar
de todas as habilitações junto à Anac estarem em dia, Osmar não
voltou ao trabalho porque está suspenso pela empresa onde ele
trabalhou por 15 anos. “Não sei o motivo da suspensão, eu só sei
que quero voltar a voar para sustentar minha família”, desabafou
Osmar.
O
piloto também revelou que passa por dificuldades financeiras, que
teve que vender a casa onde vivia com a família para custear a
faculdade dos filhos, que cursam Direito e Medicina.
Hoje
Osmar vive de aluguel e recebe salário de aproximadamente R$ 3 mil,
o valor corresponde ao salário-base da profissão, mas quando estava
na ativa, o piloto recebia cerca de 85% a mais.
Para
a reportagem da Rede Record, a ANAC informou que Osmar está apto a
voar. Já a empresa MS Táxi Aéreo não detalhou porquê até hoje
mantém o piloto suspenso. O apresentador Luciano Huck também foi
procurado pela produção do programa, mas se recusou a falar sobre o
assunto que, segundo ele, traz sofrimento à família.
